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21mar

Qual é o limite da competitividade saudável na infância

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As crianças aprendem com mais facilidade quando o ensino é lúdico. O universo lúdico é cheio de jogos e brincadeiras – naturalmente, nasce o sentimento de competitividade. Não há nada de ruim em incentivar o espírito competitivo nas crianças: de fato, a competitividade está presente em todas as esferas da vida e saber administrá-la faz parte do desenvolvimento pessoal da criança, para reconhecer suas habilidades e aprender a lidar com as frustrações. Mas é preciso ficar atento: há um limite sutil que separa a disputa saudável e a obsessão.

Crianças que ultrapassam esse limite saudável fazem de suas vidas uma constante competição: não aceitam estar em posição de perder, de tirar uma nota mais baixa, de não receber um elogio que outra criança recebeu, de não ser sempre o destaque em qualquer atividade realizada. Essa autocobrança constante envolve a criança numa espiral de competitividade, estresse e ansiedade – sentimentos excessivamente tóxicos para serem frequentes na infância, período onde os pequenos deveriam apenas brincar, aprender de forma leve e se divertir.

Quando torna-se competitiva demais, a criança passa a demonstrar sinais comportamentais que expressam insatisfação generalizada – mas especialmente voltada para si mesma, abrindo margem para frustração e sentimento de não ser boa o suficiente. Para garantir uma infância feliz e tranquila para seu filho, fique de olho nestes sinais que podem indicar excesso de competitividade:

COMPORTAMENTO AGRESSIVO

Esta talvez seja a mudança de comportamento mais comum para indicar excesso de competitividade na infância. Uma criança que sempre apresentou comportamento calmo entra na escolinha e, de repente, passa a gritar, bater nos amiguinhos e a ter explosões de raiva. Isso pode ser indicativo de que a criança está se sentindo em constante comparação com as demais crianças da classe, e não consegue lidar bem com as situações onde os outros possuem melhor desempenho. A cabeça da criança competitiva está sempre a mil, pois está constantemente preocupada em não perder tempo, espaço, atenção e nem a vez – o que cria um cenário realmente estressante na mente infantil, que ainda não tem total destreza na arte de administrar os sentimentos. Sendo assim, a frustração acumulada facilmente se expressa em episódios agressivos, onde a violência pode ser contra os outros – colegas de classe, professores, pais, mães e irmãos – ou mesmo contra a própria criança, que se bate, se arranha ou puxa os próprios cabelos, na tentativa de se autossabotar por sentir que é incapaz.

AUMENTO DA CARÊNCIA

A competitividade excessiva faz a criança se sentir ameaçada pelas outras, desenvolvendo o sentimento de ser menos inteligente, menos admirável e menos especial como um todo. Essa falta de confiança em si mesma desperta uma necessidade fora do comum de chamar atenção, como forma de conquistar aprovação dos que estão ao seu redor. O aumento considerável da carência é indicativo de que a autoestima da criança não vai bem – e a competitividade pode ser o fator que desperta essa insegurança nos pequenos.

NEGAÇÃO DA DERROTA

Crianças que lidam de maneira regular com a competitividade costumam adorar jogos coletivos pela diversão e interação com os amigos – até os 8 anos de idade, a média das crianças ainda está assimilando conceitos de vitória e derrota, mantendo o foco no desempenho da atividade em si. Crianças com comportamento excessivo não suportam a ideia de perder uma competição: choram, gritam, brigam e, muitas vezes, entram em estado de negação. É muito comum que crianças competitivas demais se abstenham da derrota, dizendo que “não estavam realmente envolvidas com a atividade” ou que os demais participantes trapacearam. Este é um ótimo indicativo de que a competição está atingindo níveis prejudiciais para a socialização da criança.

ISOLAMENTO

Outro sinal evidente do exagero na competitividade se mostra na queda da autoestima da criança. Por transformar tudo numa grande disputa, a criança frequentemente é posta diante de suas limitações e, sem saber como aceitá-las, acaba alimentando o sentimento de que não é boa o suficiente. Aos poucos, a criança internaliza a noção de que está sempre atrás dos colegas e passa a se sentir incapaz de fazer parte da mesma dinâmica – aí nasce o isolamento. A criança se recusa a participar das atividades coletivas e está sempre sozinha, na busca de fugir das competições que sua própria mente cria. Ao invés de confrontar possíveis derrotas, a criança opta por abrir mão de toda convivência social que possa lhe despertar sentimento de fracasso – o que é extremamente prejudicial para a infância, que tanto se constrói nas relações socioafetivas.

É papel dos pais e educadores ficarem atentos à presença destes sinais, para que tal comportamento seja identificado e trabalhado antes de causar danos maiores à saúde psicológica da criança.

Se você está à procura de uma escola infantil que incentive as habilidades e trabalhe as limitações de cada aluno de maneira respeitosa, agende uma visita no Curupira Educação Bilíngue. Aqui no Curupira, o desenvolvimento do seu filho será estimulado em todos os sentidos.

16mar

Como educar para a igualdade desde a infância

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A primeira infância é o período da vida onde a criança está em constante desenvolvimento. No aspecto físico, aumenta de tamanho todos os dias e aprimora suas capacidades motoras de forma impressionante – passa de um bebê de colo para uma criança que anda e se alimenta sozinha. O avanço também é vasto no aspecto cognitivo, onde a criança aprende a assimilar as pessoas e o ambiente que a cerca, a reconhecer padrões de fala e a desenvolver o raciocínio lógico, bem como a identificar as dimensões do sim e do não. No aspecto psicológico, é na primeira infância que se formam as bases da identidade e da personalidade da criança como indivíduo, assim como sua noção de convivência dentro do coletivo chamado sociedade.

Pais e mães devem aproveitar este momento de intensa construção pessoal – a infância é a hora certa para transmitir valores como respeito, empatia e igualdade para os pequenos. Toda criança tem um gigante poder de assimilação, e confia aos pais o rumo das diretrizes que vão lhe construir como pessoa. O segredo está no exemplo: os valores que a criança assimila como importantes são aqueles que ela vê em prática dentro de seus espaços de vivência.

Para plantar a semente de um futuro mais igualitário e respeitoso, conheça algumas atitudes que os pais e educadores devem assumir na educação das crianças:

Fim da segregação entre meninos e meninas

O universo infantil é inteiramente estruturado em dois “times” opostos: o das meninas e o dos meninos. Há toda uma categoria de brinquedos, jogos, comportamentos, espaços, temas, atividades e papéis destinados às meninas, e outra totalmente contrária destinada aos meninos. Um mundo rosa criado pras meninas, um mundo azul desenhado pros meninos – diante de uma segregação tão grande dos gêneros logo na infância, fica a reflexão: não seriam todos apenas crianças?

Desde pequenas, as crianças – tanto meninos quanto meninas – absorvem as expectativas criadas pelos adultos em relação a cada gênero. Isso não apenas reduz as ambições e visões de futuro da criança a uma pequena gama de opções, como também priva diversos aspectos da infância que deveriam ser aproveitados por todas as crianças, sejam meninos ou meninas. As crianças aprendem com a brincadeira, com a diversão, com o ludismo, com tudo aquilo que desperta curiosidade na mente infantil – e esse aprendizado lúdico se dá tanto com a menina brincando de carrinho, quanto com o menino brincando de boneca. Se desperta o interesse e a imaginação da criança, por que privá-la? A infância é um período muito importante no desenvolvimento cognitivo e social da criança, e os pais e educadores devem se esforçar para que as crianças possam vivê-la de maneira plena.

Além disso, essa constante divisão de “times” entre meninos e meninas faz com que as crianças tenham a percepção de que são opostos, desestimulando o tratamento de igual para igual. A infância deve ser repleta de brincadeiras e vivências que estimulem a interação e a troca de experiências positivas entre meninos e meninas – para que, desde cedo, as crianças entendam que somos todos semelhantes, e que o respeito e a ajuda ao próximo independe das questões de gênero.

Instrução de noções igualitárias

Por decorrência da “polaridade” entre o universo feminino e masculino, os meninos e meninas recebem instruções diferentes desde a mais tenra idade. Uma boa forma de promover relações equitativas na vida adulta é ensinando, desde a infância, que as responsabilidades não são divididas por gêneros. Responsabilidades relativas ao cuidado, à organização e à limpeza são funções de todas as pessoas envolvidas, sejam elas meninos ou meninas. A melhor maneira de fazer uma criança assimilar este ensinamento é dando exemplo: sendo uma família ou um ambiente escolar que se compromete com a divisão justa de funções.

Mas as noções igualitárias a serem transmitidas aos pequenos não se limitam aos deveres – também incluem os direitos e ambições de todos nós. Pais, mães e educadores devem se esforçar para captar os interesses da criança e estimulá-la a investir nestas áreas desde cedo – independente de corresponderem ou não às expectativas de cada gênero. As chances de uma vida adulta realizada e feliz são muito maiores quando a criança recebe apoio naquilo que gosta. Além disso, meninas e meninos devem ser instruídos desde pequenos a desenvolverem habilidades de tomada de decisão, liderança de iniciativas, expressão de opiniões e resolução de problemas – capacidades que, muitas vezes, são reservadas ao gênero masculino.

Conversa sobre empatia

O diálogo também é uma ótima ferramenta com as crianças e deve ser incentivado desde os anos iniciais, mesmo antes da criança ter desenvoltura para dar respostas efetivas. Ele estreita laços entre os pais e o bebê, além de desenvolver a capacidade linguística dos pequenos por meio da assimilação de sons e movimentos faciais.

Depois que a criança já atingiu idade suficiente para dialogar com compreensão integral, um ótimo hábito a se adotar em casa ou na escola é a conversa sobre empatia, sobre a capacidade de compreender e respeitar a realidade do outro mesmo sem estar na mesma situação. Desde a primeira infância, é necessário que a criança entenda a importância de ser empática com pessoas de outras etnias, diferentes realidades financeiras, portadoras de necessidades especiais – para que não as olhe com olhos de estranhamento, mas sim com olhar solidário e sempre pronto a ajudar. A discussão destes temas pode ser feita por meio de contação de histórias e brincadeiras que promovam a interação entre todas as crianças como iguais.

Se você quer matricular seu filho em uma instituição que transmita valores como respeito e igualdade desde as séries iniciais, agende uma visita no Curupira Educação Bilíngue. No Curupira, temos compromisso com uma educação mais humana.