02fev

Dicas para melhorar a rotina do bebê

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Quando um bebê chega ao mundo externo, inicia-se uma jornada gigantesca de adaptações. O bebê não conhece nada a respeito deste novo mundo que o rodeia, e está começando a se familiarizar com os ambientes, as pessoas de seu convívio, as suas necessidades fisiológicas e todos os demais aspectos da vida sem vínculo físico com o corpo da mãe.

Se para o bebê as mudanças já são complicadas, esse processo é ainda mais turbulento para os pais. Isso porque já existiam vários compromissos da vida adulta a serem conciliados antes do bebê chegar. E quando o bebê chega, vem cheio de necessidades e exige atenção integral durante os primeiros meses. Muitas famílias passam por períodos caóticos até que se encontre um equilíbrio saudável entre as demandas do bebê, da mãe e do pai (e dos eventuais irmãos).

Para facilitar o processo, muitos especialistas indicam a criação de uma rotina para a criança – assim, estabelece-se um grau de previsibilidade das necessidades do bebê e fica mais simples conciliá-las com as atividades dos pais. Os pediatras atestam que os bebês gostam de saber que certa coisa acontecerá em determinado momento do dia, e respondem a essa segurança com um comportamento mais tranquilo. Um bebê satisfeito encontra-se em seu melhor estado físico e mental, expandindo assim sua capacidade e curiosidade para explorar o mundo.

Antes dos 2 meses de vida, é realmente complicado estabelecer um padrão para as atividades do bebê. Mas entre os 2 e 4 meses de idade é o período perfeito para começar a estipular horários de sono, de alimentação, de banho, de brincadeiras e de passeios. Gradualmente, o bebê passa a entender que existe uma organização definida para cada momento do dia, e os pais ganham liberdade para cuidar também de suas atividades. Além disso, o costume com uma rotina auxilia no período da adaptação escolar, pois a manutenção de uma rotina já existente torna a transição muito mais simples.

Papais e mamães que estão no processo de criação e adaptação da rotina do bebê, confiram agora algumas dicas que podem ajudar:

PRIORIZE O BEBÊ

As primeiras semanas de vida de um bebê deixam a vida dos pais de pernas pro ar. É realmente difícil aprender a ler os sinais de um bebê que pouco sabe se comunicar. Leva certo tempo até que se estabeleça uma sintonia entre as demandas do bebê e a percepção dos pais. Por isso, tenha sempre em mente: é completamente normal que este período inicial seja conturbado. Você e seu bebê não entrarão num acordo de rotina logo na primeira semana de convivência. Bebês pequenos exigem atenção integral e necessitam da presença e acolhimento da mãe para enfrentar o mundo desconhecido.

Portanto, nos meses iniciais, priorize o bebê. Por volta dos dois meses, quando o bebê já estiver apto a se adaptar a uma rotina de atividades, foque nesta rotina que estão construindo juntos. Evite sair para almoçar fora, receber convidados durante a noite, ou outras atividades que possam confundir o bebê. Não esqueça que este é um período de gigante assimilação para a criança, e que a adaptação completa só virá com a repetição diária das mesmas atividades. Entenda este início como um momento de transição, e lembre que abrir mão de algumas coisas agora garantirá um futuro mais equilibrado e harmonioso entre você e seu filho.

ENTENDENDO NOITE E DIA

No início da vida, é bastante comum que os bebês confundam os períodos: sono contínuo durante o dia, despertar ativo durante a noite. Desta forma, torna-se difícil equilibrar a rotina dos pais e do bebê, uma vez que os adultos têm seu sono comprometido e precisam assumir seus compromissos ao longo do dia.

Busque fazer o bebê compreender a diferença entre o dia e a noite de acordo com as situações que vivencia. Durante o dia, mantenha a casa bem iluminada e permita que os sons do dia-a-dia (televisão, telefone, conversas) continuem mesmo nos momento de sono do bebê. Já no período da noite, proporcione a experiência inversa: logo no entardecer, diminua os volumes, reduza o tom de voz, mantenha a luz baixa nos ambientes, evite estímulos e diálogos com o bebê. Assim, aos poucos, o bebê vai assimilando quais são os momentos de brincadeira e agitação, e quais são de relaxamento e sono, alinhando-se com a rotina dos pais.

ROTINA DO SONO

A hora do sono costuma ser o maior problema para pais de crianças pequenas. Assimilar a diferença entre dia e noite não significa que o bebê dormirá tranquilamente a cada vez que perceber o anoitecer – na verdade, este é apenas o primeiro passo. Uma boa rotina de sono exige insistência num ritual, para que o bebê note que está chegando a hora de dormir e entre num estado mental favorável ao sono, livrando-se de toda agitação e inquietude.

Este “ritual do sono” pode ser estruturado da seguinte maneira: dar um banho quentinho, colocar pijama, amamentar e fazer o bebê dormir – sempre em ambientes silenciosos e pouco iluminados. O ideal é que esta sequência de atividades seja feita diariamente, sempre no mesmo horário e nos mesmos ambientes. Assim, enquanto toma banho, a memória do bebê já indica que logo será hora de dormir.

AJUSTE CONFORME A IDADE

A ideia de ter uma rotina que funciona pontualmente todos os dias é incrível, mas infelizmente é utópica – principalmente tratando-se de bebês, que se desenvolvem diariamente. Apenas no primeiro ano de vida, um bebê triplica de peso e tamanho e aprende coisas que modificam sua forma de interagir com o mundo, como engatinhar/caminhar e expressar sentimentos. Logo, quando seu bebê estiver bem acostumado com a rotina atual, será hora de mudar.

É necessário adaptar a rotina do bebê de forma a acompanhar as fases de seu crescimento. As necessidades de um recém nascido são diferentes das de um bebê de seis meses. A introdução alimentar e o desmame gradual são importantes questões que exigem ajustes de rotina e horários. Quanto maior a criança, menos ela precisa de sonecas durante o dia – é preciso substituir horários de sono por horários de estímulo e interação.

Tendo consciência disso, fica mais fácil entender que a rotina do bebê é apenas uma forma de organizar melhor a rotina da família – e que não deve ser encarada como regra. O foco sempre deve estar na atenção ao desenvolvimento do bebê, permitindo todo tipo de ajuste que auxilie e ampare a criança no decorrer de sua primeira infância.

Pais e mães que estão receosos de matricular seus pequenos em instituições que não respeitam a rotina e o tempo individual da criança, venham conhecer o Curupira Educação Bilíngue! Aqui, cada criança recebe uma atenção especial, o que faz do amor a nossa principal matéria. Agende uma visita. 

26jan

O aprendizado de uma segunda língua na infância

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O mundo atual exige cada vez mais o domínio de outros idiomas além da língua nativa. O domínio da língua inglesa, principalmente, tornou-se exigência básica em qualquer setor do mundo profissional. Diante dessa crescente necessidade, os pais se perguntam: será que matricular meu filho numa escola bilíngue é uma boa ideia?

Tal possibilidade enche a cabeça dos papais e mamães de dúvidas. Num primeiro momento, a ideia parece ótima: oferecer ao filho a oportunidade de aprender um idioma que expandirá suas oportunidades profissionais no futuro – e aprender logo nos anos iniciais de vida, enquanto possui uma facilidade admirável para assimilar novos conteúdos. Mas pensando um pouco mais, começam a aparecer as inseguranças: será que não é muito cedo? O aprendizado paralelo de duas línguas não vai causar confusão na cabeça do meu filho? Será que esta decisão vai sobrecarregar a infância da criança?

Mães e pais, podem ficar tranquilos: os mais atuais estudos sobre neurociência, linguagem e primeira infância indicam que o bilinguismo na educação é uma ótima opção. Para abandonar os receios a respeito da aprendizagem bilíngue, entenda melhor o processo:

Não vai causar confusão?

Talvez o principal medo dos pais em relação ao ensino bilíngue seja a possibilidade de causar uma grande confusão na cabeça dos pequenos, que ainda estão assimilando sua língua nativa. Mas não há motivo para preocupação: o cérebro humano é perfeitamente capaz de armazenar idiomas separadamente, e de acessá-los de maneira independente de acordo com o estímulo fornecido. Podem haver episódios onde a criança mistura os dois idiomas dentro de uma mesma frase – e este é um ótimo sinal! Significa que a criança realmente está internalizando ambos os idiomas. Isso acontece porque o cérebro humano sempre busca o caminho mais ágil para solucionar problemas; quando um vocábulo é bem assimilado e internalizado, ele se torna a resposta mais rápida dada pelo cérebro para aquela situação – ainda que não seja no mesmo idioma do restante da sentença. Entretanto, tais misturas são parte do aprendizado e resolvem-se naturalmente, quando se institui definitivamente uma distinção mental para os dois campos semânticos.

Não é muito cedo?

Esta é uma grande preocupação dos pais, quando se deparam com jardins de infância que oferecem aulas de inglês desde as turmas iniciais. Mas a verdade é que quanto mais cedo, melhor. Isso porque todo bebê já nasce apto para aprender novas línguas – a linguagem é inerente ao ser humano. A partir dos 8 meses de idade, o bebê já começa a reconhecer e assimilar os padrões de linguagem utilizados ao seu redor. Por esta razão, é extremamente interessante que outros idiomas sejam introduzidos no diálogo com a criança desde os meses iniciais, seja pelos pais, avós, babás ou quem mais mantiver convivência prolongada com a criança. Conversar, contar histórias e demonstrar expressões em outros idiomas ajuda o bebê a assimilar vocabulário e pronúncia.

Este período de assimilação vai até os 2 anos de idade, quando a criança já absorveu conteúdo suficiente para falar com fluência. A criança que já tem contato com uma segunda língua em casa adapta-se ao ensino de uma escola bilíngue naturalmente, uma vez que já está familiarizada com o outro idioma. Mas a escola bilíngue continua sendo uma ótima opção para as crianças familiarizadas apenas com a língua portuguesa, pois a predisposição para aprendizagem de línguas é gigante durante os anos iniciais de vida.

É o momento ideal!

Estudos linguísticos comprovam que as crianças possuem uma vantagem imensa em relação aos adultos quanto à habilidade de aprender novos idiomas – com um pico de facilidade aguçada entre os 2 e 4 anos de idade. Obviamente, não significa que depois de certa idade a criança não conseguirá aprender um novo idioma – significa, apenas, que na primeira infância a aprendizagem é rápida, eficiente e livre de dificuldades. Também é importante ressaltar que quando o cérebro é estimulado a aprender novas línguas ainda na idade infantil, cria-se uma facilidade cognitiva na área das linguagens – ou seja: caso haja interesse em novos idiomas na adolescência ou na vida adulta, o processo fluirá com mais naturalidade.

A primeira infância é o período perfeito para aprender uma segunda língua, por uma série de fatores cognitivos, emocionais, linguísticos e comportamentais específicos da criança desta faixa etária. Crianças são despidas de filtros sociais – em sua espontaneidade, cometem erros sem maiores constrangimentos. O cérebro infantil está no pico de plasticidade – é o momento da vida com a maior capacidade de se moldar e sistematizar novos padrões. A consciência de ego é pouco desenvolvida nas crianças, o que faz com que elas se arrisquem sem medo do que virá.

Já na adolescência, afloram-se aspectos neurológicos, sociais e afetivos que complicam o processo de aprendizagem.

Traz muitos benefícios!

O ensino bilíngue é uma verdadeira alavanca para as habilidades cognitivas de seu filho. Aguça a capacidade de atenção e memorização, aprimora o raciocínio lógico, refina a percepção de cor, forma e espaço, além da capacidade de monitorar o ambiente. As habilidades sociais também são mais desenvolvidas: a criança bilíngue se comunica com mais desenvoltura e tem maior capacidade para interpretar a fala e o contexto do outro. Além disso, os benefícios se estendem ao futuro: crianças que aprendem duas línguas simultâneas tornam-se mais resistentes contra o Alzheimer.

Se você quer oferecer para seu filho uma educação bilíngue de qualidade e um futuro de sucesso, agende uma visita no Curupira Educação Bilíngue. Seu filho merece o que há de melhor.