16mar

Como educar para a igualdade desde a infância

16-03-2017

A primeira infância é o período da vida onde a criança está em constante desenvolvimento. No aspecto físico, aumenta de tamanho todos os dias e aprimora suas capacidades motoras de forma impressionante – passa de um bebê de colo para uma criança que anda e se alimenta sozinha. O avanço também é vasto no aspecto cognitivo, onde a criança aprende a assimilar as pessoas e o ambiente que a cerca, a reconhecer padrões de fala e a desenvolver o raciocínio lógico, bem como a identificar as dimensões do sim e do não. No aspecto psicológico, é na primeira infância que se formam as bases da identidade e da personalidade da criança como indivíduo, assim como sua noção de convivência dentro do coletivo chamado sociedade.

Pais e mães devem aproveitar este momento de intensa construção pessoal – a infância é a hora certa para transmitir valores como respeito, empatia e igualdade para os pequenos. Toda criança tem um gigante poder de assimilação, e confia aos pais o rumo das diretrizes que vão lhe construir como pessoa. O segredo está no exemplo: os valores que a criança assimila como importantes são aqueles que ela vê em prática dentro de seus espaços de vivência.

Para plantar a semente de um futuro mais igualitário e respeitoso, conheça algumas atitudes que os pais e educadores devem assumir na educação das crianças:

Fim da segregação entre meninos e meninas

O universo infantil é inteiramente estruturado em dois “times” opostos: o das meninas e o dos meninos. Há toda uma categoria de brinquedos, jogos, comportamentos, espaços, temas, atividades e papéis destinados às meninas, e outra totalmente contrária destinada aos meninos. Um mundo rosa criado pras meninas, um mundo azul desenhado pros meninos – diante de uma segregação tão grande dos gêneros logo na infância, fica a reflexão: não seriam todos apenas crianças?

Desde pequenas, as crianças – tanto meninos quanto meninas – absorvem as expectativas criadas pelos adultos em relação a cada gênero. Isso não apenas reduz as ambições e visões de futuro da criança a uma pequena gama de opções, como também priva diversos aspectos da infância que deveriam ser aproveitados por todas as crianças, sejam meninos ou meninas. As crianças aprendem com a brincadeira, com a diversão, com o ludismo, com tudo aquilo que desperta curiosidade na mente infantil – e esse aprendizado lúdico se dá tanto com a menina brincando de carrinho, quanto com o menino brincando de boneca. Se desperta o interesse e a imaginação da criança, por que privá-la? A infância é um período muito importante no desenvolvimento cognitivo e social da criança, e os pais e educadores devem se esforçar para que as crianças possam vivê-la de maneira plena.

Além disso, essa constante divisão de “times” entre meninos e meninas faz com que as crianças tenham a percepção de que são opostos, desestimulando o tratamento de igual para igual. A infância deve ser repleta de brincadeiras e vivências que estimulem a interação e a troca de experiências positivas entre meninos e meninas – para que, desde cedo, as crianças entendam que somos todos semelhantes, e que o respeito e a ajuda ao próximo independe das questões de gênero.

Instrução de noções igualitárias

Por decorrência da “polaridade” entre o universo feminino e masculino, os meninos e meninas recebem instruções diferentes desde a mais tenra idade. Uma boa forma de promover relações equitativas na vida adulta é ensinando, desde a infância, que as responsabilidades não são divididas por gêneros. Responsabilidades relativas ao cuidado, à organização e à limpeza são funções de todas as pessoas envolvidas, sejam elas meninos ou meninas. A melhor maneira de fazer uma criança assimilar este ensinamento é dando exemplo: sendo uma família ou um ambiente escolar que se compromete com a divisão justa de funções.

Mas as noções igualitárias a serem transmitidas aos pequenos não se limitam aos deveres – também incluem os direitos e ambições de todos nós. Pais, mães e educadores devem se esforçar para captar os interesses da criança e estimulá-la a investir nestas áreas desde cedo – independente de corresponderem ou não às expectativas de cada gênero. As chances de uma vida adulta realizada e feliz são muito maiores quando a criança recebe apoio naquilo que gosta. Além disso, meninas e meninos devem ser instruídos desde pequenos a desenvolverem habilidades de tomada de decisão, liderança de iniciativas, expressão de opiniões e resolução de problemas – capacidades que, muitas vezes, são reservadas ao gênero masculino.

Conversa sobre empatia

O diálogo também é uma ótima ferramenta com as crianças e deve ser incentivado desde os anos iniciais, mesmo antes da criança ter desenvoltura para dar respostas efetivas. Ele estreita laços entre os pais e o bebê, além de desenvolver a capacidade linguística dos pequenos por meio da assimilação de sons e movimentos faciais.

Depois que a criança já atingiu idade suficiente para dialogar com compreensão integral, um ótimo hábito a se adotar em casa ou na escola é a conversa sobre empatia, sobre a capacidade de compreender e respeitar a realidade do outro mesmo sem estar na mesma situação. Desde a primeira infância, é necessário que a criança entenda a importância de ser empática com pessoas de outras etnias, diferentes realidades financeiras, portadoras de necessidades especiais – para que não as olhe com olhos de estranhamento, mas sim com olhar solidário e sempre pronto a ajudar. A discussão destes temas pode ser feita por meio de contação de histórias e brincadeiras que promovam a interação entre todas as crianças como iguais.

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