30mar

Amamentação prolongada: os benefícios valem a pena?

LEIA MAIS

Do nascimento aos 6 meses de idade, o leite materno é o melhor alimento possível para o desenvolvimento do bebê – dispõe de todas as proteínas, gorduras, açúcares, vitaminas e minerais necessários para atender às demandas nutricionais da criança, além de ser completamente adequado às capacidades digestivas de um recém-nascido. O leite materno é tão completo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que este seja o alimento exclusivo de todas as crianças até os 6 meses de idade. Além de oferecer nutrição completa, é na amamentação que se constrói os mais estreitos laços de amor e reconhecimento entre mamãe e bebê.

Com a chegada dos 6 meses de idade, inicia-se o processo de introdução alimentar. A criança é apresentada aos alimentos sólidos, que conseguem atender de maneira mais completa às necessidades nutricionais dessa fase do desenvolvimento do bebê. Mas com o início da introdução alimentar, a amamentação materna deve ser suspensa? Os bebês podem continuar mamando até completarem o primeiro ano de vida? E depois, com 2 ou 3 anos, existem riscos envolvidos? Quando o bebê já anda, fala e come de tudo – manter a amamentação não vai atrasar o curso natural de seu desenvolvimento?

São estes e outros questionamentos que dão origem ao debate sobre a amamentação prolongada. A verdade é que a cultura ocidental nos faz enxergar a prática com olhos de estranhamento – a amamentação prolongada é tratada com extrema naturalidade em diversas regiões do mundo. Não existe hora certa para desmamar: existe o momento mais adequado para cada mãe, criança e família, que experienciam a amamentação em conjunto.

Ainda que seja cheia de desafios (disponibilidade da mãe, tamanho da criança, surgimento de dentes, pressão social para interromper, etc), a amamentação prolongada é um ato de resistência extremamente positivo para a criança e também para a mãe. Fique por dentro dos principais benefícios envolvidos:

Saúde do bebê

Diferentemente do que muitos dizem, o leite materno não se torna “inútil” para a criança maior de 6 meses – mas, para muito além do reforço nutricional que proporciona, o leite da mãe vem carregado de imunoglobulinas e anticorpos, que são absorvidos pelo bebê e auxiliam no fortalecimento de seu sistema imunológico (o que é extremamente importante, visto que os bebês estão bastante vulneráveis a todo tipo de patologia no início da vida, por ainda estarem se adaptando às condições do mundo externo). E os benefícios não se restringem ao ponto de vista imunológico: a amamentação também contribui para o bom desenvolvimento ortodôntico, fonoaudiológico (o movimento de sucção fortalece a musculatura facial), e principalmente afetivo, por estreitar os laços entre mãe e bebê no contato pele a pele, olho no olho.

Saúde da mamãe

Se é saudável para quem mama, também é saudável para quem amamenta: mães que toparam o desafio da amamentação prolongada são menos sujeitas ao desenvolvimento de câncer de mama, de útero e de ovário, além de reduzir a incidência de quadros de osteoporose. Por trás dos benefícios físicos, também podemos citar o aumento da qualidade de vida por decorrência da satisfação, do afeto e do contato íntimo existente no ato de amamentar.

Segurança e confiança

“Se você não parar de amamentar seu filho, ele nunca vai desgrudar de você!”. Esse é o principal argumento utilizado nas críticas à amamentação prolongada. A novidade é que o efeito é justamente o contrário: a proteção e o amparo existentes na mamada criam bases emocionais sólidas para que a criança sinta-se (dentro do seu tempo) mais confiante e segura para desbravar o mundo. Forçar um desmame precoce na intenção de estimular a independência da criança é um grande erro – a criança só tomará atitudes independentes quando se sentir pronta para isso. O rompimento forçado do vínculo da amamentação costuma ser traumático e apenas retarda o processo de independência.

Remédio natural

Além de fortalecer o sistema imunológico e evitar o surgimento de doenças, o leite materno também é de grande eficácia nas ocasiões onde a criança fica doente: é uma ótimo meio de evitar a desidratação quando há ocorrência de diarreia e vômitos. Por ser líquido, também é muito mais digerível do que qualquer outro alimento, e sua ingestão é mais simples naquelas situações onde a criança sente desconforto para comer e rejeita todo tipo de alimento. Assim, a criança permanece amparada e nutrida mesmo quando incomodada por alguma enfermidade.

Leite mais saudável

Muitas famílias interrompem a amamentação materna para iniciar a introdução de fórmulas infantis, de leite de vaca ou leite de soja. A má notícia é que todos esses elementos possuem um alto potencial alergênico – facilmente provocam irritações no trato digestivo ainda imaturo das crianças. Quanto mais tarde os pequenos tiverem contato com tais substâncias, melhor. O leite materno é a melhor opção de leite para a criança: altamente nutritivo e naturalmente adaptado às fragilidades do organismo infantil. E é de graça!

Se você está a procura de uma instituição de educação infantil que estabeleça vínculos de afeto e cuidado com o desenvolvimento do seu filho, agende uma visita no Curupira Educação Bilíngue. Aqui, o amor é a nossa principal matéria.

21mar

Qual é o limite da competitividade saudável na infância

LEIA MAIS

As crianças aprendem com mais facilidade quando o ensino é lúdico. O universo lúdico é cheio de jogos e brincadeiras – naturalmente, nasce o sentimento de competitividade. Não há nada de ruim em incentivar o espírito competitivo nas crianças: de fato, a competitividade está presente em todas as esferas da vida e saber administrá-la faz parte do desenvolvimento pessoal da criança, para reconhecer suas habilidades e aprender a lidar com as frustrações. Mas é preciso ficar atento: há um limite sutil que separa a disputa saudável e a obsessão.

Crianças que ultrapassam esse limite saudável fazem de suas vidas uma constante competição: não aceitam estar em posição de perder, de tirar uma nota mais baixa, de não receber um elogio que outra criança recebeu, de não ser sempre o destaque em qualquer atividade realizada. Essa autocobrança constante envolve a criança numa espiral de competitividade, estresse e ansiedade – sentimentos excessivamente tóxicos para serem frequentes na infância, período onde os pequenos deveriam apenas brincar, aprender de forma leve e se divertir.

Quando torna-se competitiva demais, a criança passa a demonstrar sinais comportamentais que expressam insatisfação generalizada – mas especialmente voltada para si mesma, abrindo margem para frustração e sentimento de não ser boa o suficiente. Para garantir uma infância feliz e tranquila para seu filho, fique de olho nestes sinais que podem indicar excesso de competitividade:

COMPORTAMENTO AGRESSIVO

Esta talvez seja a mudança de comportamento mais comum para indicar excesso de competitividade na infância. Uma criança que sempre apresentou comportamento calmo entra na escolinha e, de repente, passa a gritar, bater nos amiguinhos e a ter explosões de raiva. Isso pode ser indicativo de que a criança está se sentindo em constante comparação com as demais crianças da classe, e não consegue lidar bem com as situações onde os outros possuem melhor desempenho. A cabeça da criança competitiva está sempre a mil, pois está constantemente preocupada em não perder tempo, espaço, atenção e nem a vez – o que cria um cenário realmente estressante na mente infantil, que ainda não tem total destreza na arte de administrar os sentimentos. Sendo assim, a frustração acumulada facilmente se expressa em episódios agressivos, onde a violência pode ser contra os outros – colegas de classe, professores, pais, mães e irmãos – ou mesmo contra a própria criança, que se bate, se arranha ou puxa os próprios cabelos, na tentativa de se autossabotar por sentir que é incapaz.

AUMENTO DA CARÊNCIA

A competitividade excessiva faz a criança se sentir ameaçada pelas outras, desenvolvendo o sentimento de ser menos inteligente, menos admirável e menos especial como um todo. Essa falta de confiança em si mesma desperta uma necessidade fora do comum de chamar atenção, como forma de conquistar aprovação dos que estão ao seu redor. O aumento considerável da carência é indicativo de que a autoestima da criança não vai bem – e a competitividade pode ser o fator que desperta essa insegurança nos pequenos.

NEGAÇÃO DA DERROTA

Crianças que lidam de maneira regular com a competitividade costumam adorar jogos coletivos pela diversão e interação com os amigos – até os 8 anos de idade, a média das crianças ainda está assimilando conceitos de vitória e derrota, mantendo o foco no desempenho da atividade em si. Crianças com comportamento excessivo não suportam a ideia de perder uma competição: choram, gritam, brigam e, muitas vezes, entram em estado de negação. É muito comum que crianças competitivas demais se abstenham da derrota, dizendo que “não estavam realmente envolvidas com a atividade” ou que os demais participantes trapacearam. Este é um ótimo indicativo de que a competição está atingindo níveis prejudiciais para a socialização da criança.

ISOLAMENTO

Outro sinal evidente do exagero na competitividade se mostra na queda da autoestima da criança. Por transformar tudo numa grande disputa, a criança frequentemente é posta diante de suas limitações e, sem saber como aceitá-las, acaba alimentando o sentimento de que não é boa o suficiente. Aos poucos, a criança internaliza a noção de que está sempre atrás dos colegas e passa a se sentir incapaz de fazer parte da mesma dinâmica – aí nasce o isolamento. A criança se recusa a participar das atividades coletivas e está sempre sozinha, na busca de fugir das competições que sua própria mente cria. Ao invés de confrontar possíveis derrotas, a criança opta por abrir mão de toda convivência social que possa lhe despertar sentimento de fracasso – o que é extremamente prejudicial para a infância, que tanto se constrói nas relações socioafetivas.

É papel dos pais e educadores ficarem atentos à presença destes sinais, para que tal comportamento seja identificado e trabalhado antes de causar danos maiores à saúde psicológica da criança.

Se você está à procura de uma escola infantil que incentive as habilidades e trabalhe as limitações de cada aluno de maneira respeitosa, agende uma visita no Curupira Educação Bilíngue. Aqui no Curupira, o desenvolvimento do seu filho será estimulado em todos os sentidos.